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Uma mulher pode nunca ter sofrido com uma infecção urinária, mas não pode afirmar que nunca sofrerá com uma delas” Fiquei chocada ao ouvir esta afirmação de um ótimo médico, especialista em Urologia. Mas ele tinha razão, estimativas apontam que metade das mulheres vai apresentar um episódio de infecção urinária durante a vida. De acordo com O Portal da Urologia site informativo da Sociedade Brasileira de Urologia, 50% a 80% das mulheres terão um episódio de cistite ao longo da vida, 20% a 50% daquelas diagnosticadas terão recorrência e ainda afirmam que  80% a 85% das infecções urinárias são causadas pela bactéria Escherichia coli. Toda essa predisposição se deve principalmente a anatomia dos órgãos genitais femininos, claramente mais expostos que os masculinos, além de termos a uretra mais curta e mais próxima do ânus.

Diante desta constatação nada animadora o que fazer para evitar as infecções urinárias, especialmente as recidivas que é quando elas se repetem dolorosamente?

Aqui no Ser Integral, compreendemos a doença como um sintoma de que algo não vai bem no nosso organismo. Acolhemos o sintoma (no caso a infecção urinária) como a ponta do iceberg, o generoso aviso de que precisamos cuidar do que está sob aquela dor, sob pena de sucumbirmos a ela sem chance de transformá-la.

Ou seja não dá para falar de Saúde e Cura sem estender a compreensão além do aspecto meramente físico, para incluir as nossas emoções e espiritualidade. Não é por acaso, que na língua inglesa, por exemplo, as palavras que designam saúde e cura (health e healing, respectivamente), derivam da palavra alemã que significa “totalidade”, ou tornar inteiro. Ou seja é preciso pensar o Ser Humano em sua integralidade.

Há mais de dois séculos, Claude Bernard, famoso médico e fisiologista francês, grande pesquisador da área médica, afirmou: “As doenças pairam sobre nós constantemente, suas sementes são levadas pelo vento, mas elas só se enraízam num terreno que já esta pronto para recebe-las”. Compreenda o terreno aqui como nosso corpo físico, mental, emocional e espiritual, assim como os ambientes que frequentamos e vivemos.

Como estamos tratando nossos corpos? De que nos alimentamos física, mental e espiritualmente? Onde andam nossos pensamentos? Preparamos nosso terreno para evitar que as sementes da doença sejam levadas pelo vento, em vez de enraizarem produzindo doenças e desequilíbrios?

Para entender bem estas relações é importante trazermos informações sobre a existência dos Chakras que traduzem de forma completa como é o nosso funcionamento Integral. Temos 7 Chakras principais, cada um deles formando uma relação direta com o Sistema Endócrino através de uma glândula específica que por sua vez influencia um órgão, estando igualmente ligado a a um atributo espiritual.

Por ser um assunto vasto (cada Chakra merece um post só para ele) neste post vamos tratar apenas do Chakra da Base ou Primeiro Chakra, tecendo as relações com nosso tema de hoje: as infecções urinárias.

O Chakra da Base, também chamado Muladhara, está localizado na base da coluna, vibra na cor vermelha, está associado às glândulas supra renais, aos rins, bexiga, reto, coluna vertebral e aos quadris. Responde pelas emoções da coragem e do medo e seu atributo espiritual é a percepção do Si Mesmo em sua qualidade Humana, buscando suprir suas necessidades básicas de segurança e desenvolvimento da confiança.

Neste ponto começamos a traçar os paralelos entre as infecções urinárias e a forma como tratamos nosso terreno. Especialmente aqueles episódios da doença que se repetem, apesar dos tratamentos médicos convencionais à base de antibióticos e anti inflamatórios, dos quais não vamos tratar, mas que sabidamente causam muitos prejuízos ao nosso organismo. Basta refletir sobre a etimologia da palavra antibiótico que ao pé da letra quer dizer ‘contra a vida’ ou que ‘produz a morte’. Claro que Fleming quando criou a Penicilina queria matar apenas as bactérias, mas infelizmente eles também matam ou prejudicam dramaticamente a flora intestinal (as bactérias boas).

É a hora de perguntarmos qual a necessidade básica que estamos deixando de honrar? do que tenho medo? Qual a atitude que estou sem coragem de adotar? Estou assumindo a responsabilidade pela manifestação da minha personalidade? Tenho dificuldade com a crítica, a rejeição? Quero controlar todos os eventos à minha volta? Sou perfeccionista?

Responder estas questão é vital para o processo de Cura. É assumir a responsabilidade de caminhar em direção à Sombra, compreendendo a doença como um Caminho para a Auto Consciência e o Auto Conhecimento.

Os que nos acompanham aqui no Ser Integral, já sabem que ao lado do chamado à Reflexão e ao Auto Conhecimento, nós também compartilhamos dicas que ajudem na Transformação. Sim porque falar é fácil… nós sabemos! E o que fazemos agora com estas informações todas?

Primeiro, comece desejando aprender a relaxar, reservando um tempo para atender a necessidades básicas como: dormir, comer, fazer sexo e principalmente rir.

Adote o hábito de caminhar em meio à Natureza. Observe as árvores, firmemente fincadas no chão e elevando-se ao céu. Contemple-as e imagine-se como elas: aterradas e ainda assim crescendo na direção do infinito do Éter. Experimente andar descalço (a), sentindo a energia acolhedora da Mãe Terra.

Deseje libertar-se do perfeccionismo e comece a fazer pequenas coisas para mudar essa tendência. Experimente, por exemplo, trocar o relógio de braço, usar meias de cores diferentes, deitar-se para dormir deixando louça na pia para lavar no dia seguinte, deixe a cama por fazer alguns dias e ria de si mesmo (a) quando as coisas derem “errado”.

Matricule-se numa aula de dança do ventre, para movimentar a energia da kundalini, trazendo a flexibilidade e espontaneidade que um Chakra Básico saudável tem.

Quando sentir que precisa de energia para tomar decisões, use alguma peça de roupa na cor vermelha, coma alimentos de cor vermelha e visualize seu Chakra Básico vibrando na cor vermelha. Isso vai te fortalecer e energizar.

Estas atitudes simples, são extremamente eficazes na prevenção das recidivas das infeções urinárias, porque agem na raiz do problema, trazendo luz à nossa Sombra. E aí seremos capazes de agradecer e compreender a doença como um caminho de cura e transformação.

A Fitoterapia contemporânea também pode contribuir grandemente com os que desejam uma alternativa aos antibióticos e anti inflamatórios dos tratamentos médicos convencionais. A nossa sugestão é que procure um Fitoterapeuta responsável, e converse com ele sobre estas alternativas. Entre elas estão a Arctostaphylos pungens, conhecida popularmente como Uva Ursi. Aprovada pela Comissão E alemã, deve ser usada, apenas, durante o tratamento das infecções do trato urinário, ou seja não se deve utilizá-la por mais de duas semanas consecutivas. Com menos pesquisas mas com seu uso popular consagrado no tratamento das infeções urinárias estão a Costus spicatus (Cana do Brejo), Echinodorus grandiflorus (Chapéu de Couro), a Plantago major (Tansagem) e a Zea mays (o popular cabelo de milho). Finalmente a dica mestra da Fitoterapia: isso mesmo dica mestra porque a segurança do seu uso é considerada excelente, podendo ser usado inclusive na gravidez e lactação. Além disso suas formulações são encontradas na forma de suco, extratos em tabletes e cápsulas, o que facilita o tratamento. No caso do suco opte pelas formulações sem açúcar. Estamos falando do Cranberry, frutinha nativa da América do Norte, com propriedades reconhecidamente preventivas das infecções urinárias.  O efeito esperado e observado em diversos estudos científicos é tornar os tecidos da bexiga impermeáveis, dificultando a subida das bactérias provenientes do intestino (E. coli, entre outras). Ou seja o Cranberry tem um efeito antiaderente que se inicia duas horas depois da primeira ingestão e persiste por até dez horas.

É importante ressaltar que embora exista uma ampla gama de fitomedicamentos com ação no sistema urinário, validados tanto em pesquisas científicas quanto pelo consagrado uso popular, evite a auto medicação. Procure ajuda especializada, porque nem tudo é bom para todos e assim como qualquer medicamento, existem contra indicações.

A idéia aqui é lembrar que existem muitas possibilidades de tratamento das infecções urinárias e principalmente alertar sobre a importância do auto conhecimento no caminho da cura. Viemos aqui com um propósito e só vamos descobri-lo se nos dedicarmos a saber Quem Somos. Vale a pena investir no auto conhecimento sob pena de acabar sem encontrá-lo, como disse o grande filósofo alemão Friedrich Nietzsche: “Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos, de nós mesmos somos desconhecidos – e não sem motivo. Nunca nos procuramos: como poderia acontecer que um dia nos encontrássemos? (…)”

Eu desejo que estas minhas reflexões tragam motivação para continuar no caminho do auto conhecimento ou quem sabe te desperte para iniciar este caminho, que é a chave para o despertar Interior.

Um grande abraço e que você tenha uma semana iluminada. Se gostou deste conteúdo,  curta e compartilhe  https://web.facebook.com/paginaserintegral/. Outras pessoas podem beneficiar-se deste conhecimento.

Se quiser conhecer mais sobre o nosso trabalho e as terapias que disponibilizamos, acesse nossa página: https://serintegralsaude.wordpress.com/atendimentos/

 

 

Para saber mais:

Fitomedicamentos na Prática Ginecológica e Obstétrica – Sônia Maria Rolim Rosa Lima

Fitoterapia Contemporânea – Glaucia de Azevedo Saad e outros

Portal da Urologia – Sociedade Brasileira de Urologia – portaldaurologia.org.br


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